Mais cachoeira no dia mais incrível
general carneiro mato grosso

Mais cachoeira no dia mais incrível

Acordamos mais cedo e tomamos café em uma pastelaria para que eu experimentasse gueroba (um palmito mais forte e amargo que só tem no Mato Grosso) e saltenha (um tipo de pastel enrolado de outra forma com massa apodrecida e apenas uma opção de sabor), gostei muito dos dois, em especial da gueroba junto com carne moída, essa combinação suavizou um pouco o gosto amargo do palmito deixando o pastel muito saboroso.

a simplicidade de general carneiro
a simplicidade de general carneiro

Depois disso fomos para a Cachoeira Cristal, um pouco mais distante, mas bem mais interessante. São várias pequenas quedas d’água até chegar em uma cachoeira maior. Perto desta cachoeira tinham duas grutas que não tivemos coragem de entrar. Isso por causa de um monte de contos sobre cobras sucuris de 13 metros que foram encontradas na região. Tirei mais um monte de fotos. Nadei bastante com o Junior, outro irmão do Renato, e com meu amigo Tic. Subimos em uma pedra para mergulhar. A água estava gelada, mas de uma forma que não dava vontade de sair. Energiza. Relaxava. Eu fui o único dos meus amigos que conseguiu chegar até perto dessa queda d’água maior. Na entrada da cachoeira era possível ver dois tipos de peixes, o pessoal ficou dando pão e tentando pegar os peixinhos com a mão, mas só o sobrinho do Renato, um menino de 10 anos, conseguiu segurar um peixe.

Cachoeira Cristal

Depois disso fomos recebidos pela mãe do Renato em General Carneiro, uma cidade de 3mil habitantes. Isso mesmo, 3 mil. Ela fez arroz, feijão, maionese, salada e gueroba para nós. Comida simples mas deliciosa. Ajudei a terminar de fazer a maionese, acho que ganhei a simpatia dela com isso.

General Carneiro

Eu fiquei encantado com a cidade. Sabe aquelas cidadezinhas estilo o Alto da Compadecida, com casas ainda sem reboco ou sem pintura, bem pequenas, com apenas um andar. As pessoas na rua tomando ar porque é muito quente por lá. Fabio Lima, o contador de estórias, mora por lá e nos levou para tirar fotos com uma ema. Depois fomos até a casa da tia do Renato. E essa foi a experiência que mais me agradou. Chegando lá ela e mais duas mulheres estavam fazendo requeijão. Eu, entrão que sou, fui invadindo a casa e questionando o que estavam fazendo, como e porque. Ajudei a segurar a panela no processo final antes do enformar os requeijões e encomendei um deles pra mim (pena que estragou na volta para São Paulo). Acho que ser entrão me ajudou a ganhar a simpatia delas também. Gostei muito de me sentir bem recebido, de ser interessado pelo o que elas estavam fazendo. E era uma casa tão simples, com fotos de familia por todos os cantos. Uma parede suja de mão, não deve ser pintada há anos. Um monte de panela com leite coalhando por todos os lados. Uma experiência incrível poder ver e viver a vida do interior do Brasil, é isso que acredito que seja nossa realidade. Assim fugi desta bolha elitista que é São Paulo.

Produção de requeijão

Neste dia estava tão empolgado que fui direto para farra com os outros dois amigos solteiros,

mesmo tendo voltado dirigindo. Que, à proposito, foi uma volta linda com o sol se pondo à nossa esquerda.

Veja toda a viagem para Barra do Garças.

Schmiegelow

Sou Rodrigo Schmiegelow, publicitário nascido em 86. Gosto de viajar e conhecer novos lugares e culturas desde os 11 anos. Passei pelo Canadá, África do Sul e Namíbia e agora estou em uma viagem de moto sozinho pela América - do Ushuaia ao Alaska - para conhecer lugares, pessoas e gastronomia regional simples para o meu projeto O Mundo em Lanches, onde vou transformar essas experiências em lanches deliciosos. E é só o começo, o plano é conhecer o mundo e trazer tudo para você! Acompanhe!

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